Tão altivo e inteiro. Inteiro. É como o vejo.
Queria aprender a ser como tu, amigo. Que estás exatamente onde almeja.
Sempre.
E deixas de almejar o que não alcanças, pois sabes, que o mundo é grande demais para que se limite a um simples desejo.
Aqui estou, brincando de esconder frente aos problemas dos outros, pois os meus são banais demais até para serem problemas.
A vida é mais certa para os outros, sabe? Especialmente se eles não existem verdadeiramente.
Aqui ficamos a pensar que não somos bons o suficiente. Ou que não temos o suficiente. Ou que não fizemos o suficiente,
E, do mesmo modo, estamos a deixar essa marca a todo o momento, nas outras pessoas, Fazendo-as acreditar que não são boas o suficiente, que não fizeram o suficiente. Que não merecem.
E as mulheres procuram companhia. E os homens – ah, vá lá, não sei bem o que os homens procuram.
E todos constroem uma independência,
Mas – ela é um bocado capitalista. Mesmo quando não parece, o almejar se resume a ter. Ter casas, carros, computadores... O meu mac, oras, :D
Ter um corpo perfeito
Ter um cabelo bonito.
Ter alguém com quem sair a noite.
Ter.
Mesmo quando é o caso de procurar sossego, normalmente se busca ter uma casa que nos dê isso. Um carro, uma praia, um par de olhos verdes a nos admirar ( ou negros, ou cinzentos, que seja)
Mesmo ter confiança e coragem para ir até aonde os nossos sonhos apontam, Quaisquer, que sejam ( quem sou eu para falar em sonhos?
Tu não.
Tão completo.
Confiante.
Nasceu inteiro, como disse o Neruda.
Amigo gato, amado.
Um dia, quero ser como tu.


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