lamentável

só fiquei sabendo agora

Clássicos do Jazz


vou até ali, me colocar de castigo por não ler jornal e nem ver TV.

Maldição. Eles já estão no meio da coleção e isso dá trabalho de correr atrás...

Falando nisso, não há boa alma querendo achar XXX-holic para mim? Ou convencer a editora a abrir a assinatura?
Não é só preguiça não gente... Eu moro no interior, saca? Fica difícil.

Da série de cartas que eu nunca entreguei.

Amado...

Já paraste para pensar no que realmente essa expressão significa? Não. Em verdade, não acredito que paraste um dia sequer desde que nasceste. Na verdade, você é como uma daquelas bolinhas em uma mesa de pinball. Levou um impulso inicial e partiu, por aí, a acender luzes incautas sem entender direito o que acontece.
Sem prestar verdadeira atenção... Pois tens pressa e não sabe verdadeiramente o que te move. Se fosses música, seria um punk, daquelas bandas obscuras que tocam nos bares de Londres. Aqueles mesmos, em que me sussuraste uma vez que as pessoas iam apenas para brincar de serem modernas.
E eu, verdadeiramente cruel, lembrei que poderia gritar, pois falava italiano e a chance que alguém entendesse era mínima.
Amado... Reparastes que sussuras em italiano, sempre?
Pois eu reparei. Ali, quando olhava para o lado, com minha desatenção mais estudada do que qualquer fórmula que tenha me trazido á Europa, amado, eu estava só bebendo sua velocidade. Sua inconstância, seu furacão. Sorvendo, junto com os manuais que mataram minha insônia nas madrugadas, cheias de bruma, o modo estranho com que olhavas o mundo. E como seus cílios se dobravam, quando mentias.
Brigamos, certa vez.
Seus cílios dobram, eu afirmei rindo.
Não adianta, eu posso ver que mentes.
E tu, verdadeiramente imbuído em não se dar a perceber, ficava a inventar mentiras melhores, que de nada adiantavam.Os cílios se dobravam e me faziam rir, pensando em trocadilhos que só em português teriam graça. Eu não poderia partilhá-los contigo.
Vai-te, eu dizia. Pára, por um momento, de falar. Vai-te. Eu não me importo.
Batias a porta, desvairado. E depois disse que a frase doía. Mas na verdade, não entendeu, amado. Eu nunca me importaria. Era tão parte de ti, a mentira, o charme descuidado, os planos mirabolantemente fracassados, a mentira... Que faria eu, se aceitava, de tudo um pouco? Eras tu, a correr por uma pista que não enxergava com detalhes, pois tinha pressa.
Me fazia rir.
Nunca, decerto, nunca, ri tanto como naqueles dias curtos.
E pude continuar a rir quando te enxergava, querendo me ferir com os olhos fundos e magoados.
Eu não me importo.
Posso repetir o que te fez me apelidar de W.
Livre vieste, livre foste. Corrias, sem perceber, mas eu, que te estudava como um livro, sabia, desde sempre, que assim seria. Talvez por isso sejas... apenas amado.
Nada quis de ti.
Para quê? Pessoas, como diria a minha amiga Shenna são apenas pessoas. Isso que há de maravilhoso e não me assusta mais.
Vai-te, eu não me importo. Não vou deixar de amar por ti. Nem de amar a ti. Nada vou deixar do meu egoísmo doce, como dirias. Carrego a única pessoa que posso carregar, pois carrego a mim mesma.



Hoje, podes ler, pois não preciso entregar. É a despedida. E sei, que por hoje, entenderias o português - ele é a língua certa, para estas palavras e para as palavras ditas e as não ditas. Ciao.

clipe - ando ouvindo essa música seguidamente



Mais música latina...

Podes compreender? Ela sussura...

Mas é apenas um bolero. Uma dança. Uma despedida. Uma música chorosa.Um blockbuster da música?
Belo, para mim. Belo como o Dikinson.E diverso.

Lo te agradezco, pero no.

Acércate, que a lo mejor
No te das cuenta que mi amor
No es para siempre
Porque hay noches
Que se apagan cuando duermes

Dícelo a tu corazón
No habrá más fuente de dolor
No digas que no pienso en tí
No hago otra cosa que pensar

Acércate un poco más
No tengas miedo a la verdad

Ay
Y cuando llegue la mañana y salga el sol
Tu volverás a mi lado y ya no yo

Y ahora vete, vete, vete, vete
Vete y pásatelo bien
Con nosotros dos,
No corazón

Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no

Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no

Te lo agradezco corazón, pero no, tú sabes bien que...

Acércate un poco más
No ves que el tiempo se nos va
Da rienda suelta a lo que sientes
Si no lo haces mala suerte

Porque al final si no lo ves
Puede que no me escuches

Pero lo diré

Que hay cuando salga el sol y llegue la mañana
Yo volveré a tu lado a tu lado con más ganas
Y ahora

Vete, vete, vete, vete
Vete y pásatelo bien
Con los dos

Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte


Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

Tengo conciencia del daño que te hice
Pero al mismo tiempo no me siento responsable
De lo que pudiste...
Pensar que fue coraje, no fue nada más que miedo

Miedo

Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

No hago otra cosa que olvidarte corazón
Por la mañana temprano
Y luego en la tarde, en la noche
Cuando estoy en el vacilón
No puedo na' más que olvidarte corazón

Te lo agradezco...


Te lo agradezco pero no,
Te lo agradezco mira niña pero no
Yo ya logré dejarte aparte
No hago otra cosa que olvidarte

Te lo agradezco pero no,

Te lo agradezco corazón pero
Ya te he dejado aparte
Ahora ya no necesito más de ti

Yo ya logré dejarte aparte

Dícelo corazón, no,
Me vale que me vengas así llorando

Te lo agradez-..
Tus ojos lindos, tu cuerpo bello
...-co mira niña pero no
A la mía, siempre corazón

Ay...

Que cuando salga el sol
Yo estare ahí
Y ahora vete, vete, vete
Vete al vacio.

sobre o blog

O primeiro blog que eu fundei era baseado em um trocadilho a partir de um tango adorável de Gardel. De fato, em meados de 2002, 2003, (eu sou historiadora, mas não consigo trabalhar direito com datas – afinal – são uma invenção, "pero no burguesa") enfim, em meados de qualquer um desses anos, achei que a vida parecia um tango. Batalha, poder, tristeza, beleza e diversão. Juntas, tão juntas que não se podia separá-las.

Ele não durou muito, pois logo um fã de tangos xiita passou a travar a página ou comentar ofensivamente. Fechei. Não queria lidar com críticas infundadas, enquanto buscava um pouco de diversão. Veio a utopia. O que não podia ser. No tempo em que eu acreditava – e eu acreditei, confesso – em panelinhas blogueiras. Não que tenha chegado a fazer parte de uma.

Ele durou bastante tempo. E ninguém sabia de mim, isso me deixava contente em escrever lá. Mas, ele acabou também. E eu nem me lembro exatamente o porque. Tinha a ver com o fato de estarem me descobrindo, acho.

E veio a dissertação. O medo, de dispersar toda a vontade de escrever em fugas. Hoje, eu acho graça, mas era um terror sério e palpável.

Antes de eu terminar, todas as letrinhas que habitam em mim, fizeram um motim digno de gibi. As estórias apareciam, escorrendo pelos dedos e eu enchia cadernos e folhas. Parem, em pensava – Parem, ainda tem o Rocha Pombo!!!!

Numa noite de insônia abri as portas do deserto.

Deserto era tudo que eu queria naquele momento. Uma monja, uma eremita, uma covarde. Qualquer um desses nomes. Eu queria a solidão, o calor, o desconforto – e a poesia, afinal, eu li, sim o Pequeno Príncipe – antes mesmo dessa moda negativa que o transformou em leitura de miss.

Esse, egoisticamente MEU. Tanto que pululam por ele páginas e páginas em primeira pessoa. O nome apareceu, as internas – os posts diarinho – que eu sempre abominei. Todos ali. Tanto eu que até narciso, acho, ficaria envergonhado.

Eu terminei a dissertação. Naquela sala de móveis antigos, sobre a égide de Rocha Pombo – eu até sonhei com ele. E o deserto, não podia ser chamado de válvula de escape... aliás, eu só o chamava de MEU. :D

Como um país, uma ilha, uma dimensão paralela.

Por esses tempos, pensei em fechá-lo. Fui e voltei de dunas de verdade, só a pensar nisso. Que faço eu, afinal, além de alimentar a vaidade, brincando de escrever?

Mas resolvi perdoar a minha vaidade. Não sei bem o que o deserto é. Um apego constante, talvez. Uma lista de músicas, uma catarse. O lugar onde eu tento me compreender enquanto jogo á frente o que penso.

Mas uma das poucas coisas ligadas a mim em que eu penso usando termos de posse. Como os MEUS livros, ou MINHAS músicas.

Mas pela primeira vez a possibilidade de dividir não é realmente um fantasma. E eu sei o porque, mas não vou escrever aqui – não por agora.

o mundo é cheio de mulheres impressionantes

e eu estou adorando a que escreveu isso:

I thought this was so big I could say whatever I meant. I guess you can't, ever. I guess there isn't ever anything big enough for that.

Quem...

Alma romântica (no sentido literário da palavra) simbolista por escolha, sarcástica por natureza, mal humorada crônica e autista por opção. Basicamente uma mala! Mas pelo menos sou sincera...ou tento.