baladas emboladas

bem, eu não gosto de balada
Achava que era uma espécie de compromisso com o estudo, sensação de falta de liberdade para a diversão quando há tantas coisas para fazer... E qto mais a gente cresce, mais há coisas a serem feitas... é por isso que o peter pan fugiu do mundo dos adultos...
Mas fugindo agora, estou eu, do assunto...
O fato é que eu fui numa dessas famigeradas festas, na sexta feira...
Como descrever?
bate-estaca-olha se em volta/bate estaca- dancinhas ridículas/bate-estaca-gelo seco/ afoga. coff.../ abre-se o palco
ehhhhhhhh! é a salvação... o fim do bate estaca!
Que nada, a banda é fraca...
Mas o pior é depois: o esperado show de pagode!
E o engraçado, a maioria das pessoas diz: eu detesto pagode, mas tem que entrar na onda... tá no inferno abraça o capeta (essa, by Paulo)
E eu nem sei se sou eu que sou uma velha encarnada que insiste em aparentar que é uma menina, mas a "sensação" do lugar é de que todo mundo estava perdido lá dentro... não se vê aquela aura de diversão acima de qquer coisa, que eu sinto quando vou em show, por exemplo... pular, cantar junto, gritar...
Não, o que acontece são as rodinhas... o andar e ser visto... o desviar de pessoas estranhas, com idéias estranhas ( ou sou eu que sou pudica demais)
Acho que eu sou radical para entrar na onda
sei lá, eu entro na onda do trio elétrico por exemplo... mas acho q a lógica do trio é outra.
É impalpável demais para ser explicado.
Eu conheci gente legal, eu fui com várias pessoas... mas lá pelas 3 eu já queria muuuuuuuuuito ir embora.

Eu devo ser uma estranha.
Uma estranha que quer fugir da "onda" do próximo "requebra"...

e esse post demorou 3 dias para ser publicado!!!!!!!!!!!!!!!
mas isso não é importante



"os deuses são deuses, pq não pensam"

Incongruências de uma pessoa cansada

Este texto está se remoendo desde ontem... Ou talvez até de mais tempo... Especialmente se considerarmos que o tempo só é uma linha para que a gente não reconheça o quão perdidos estamos...

E tudo começou com Fellini. Ontem, especificamente, depois de 3 dias de tripla jornada, lá fui eu ver o filme, “Noites de Cabíria”... E quando terminou minha única vontade era permanecer em silêncio, olhar para a lua, chorar até que as lágrimas de dentro de mim acabassem.

Nunca tinha visto um filme tão triste e tão belo ao mesmo tempo.

Ao me arrastar até em casa pós-debate, ficava lembrando da frase de Marisela para Magda : “pobrezinha, um dia será capaz de chorar e também ficará curada”. E lembrando do que a Carol disse, de que as mulheres ficaram muitos mais mexidas pelo filme, que provocou um mutismo generalizado na nossa sala do “tela alternativa”.

Nesse filme, a esperança aparece quase como uma doença, uma pedra. A parte final, quando vamos percebendo que a personagem principal vai ser enganada, eu não via a hora que fosse mesmo, pq cada cena anterior aumentaria o tamanho da queda.

È engraçado, pq num texto anterior dizia-se que os personagens de Fellini dão sempre as costas a felicidade, e continuam a buscá-la. Neste, a pobre mulher se joga, sem pensar. E é destruída, sempre, sempre... E termina com uma expressão de esperança, que me fez sentir pena, pq significaria um novo engano.

Tá, e daí? Afinal esperança nunca foi o meu forte! Paciência com os outros sim... Isso levando em conta que eu sou de Áries... rs

Não dá para dizer com exatidão pq o filme mexeu tanto comigo. Talvez fosse o cansaço. Ou a facilidade que eu tenho para me sentir pequena e sem graça. Ou a dor de cabeça. O fato é que não consegui chorar.

E embora, como Magda, eu ache q o choro é franqueza, no fundo eu sei que ainda preciso ficar curada. O medo é que seja da esperança.

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Ahhh, isso não tem nada ver, mas precisava ser dito:
Ando apaixonada pelas músicas do engenheiros
Talvez eu nunca deixe mesmo de “cair” (interna) por aí, mas se for só nas idéias musicais, tudo bem. Afinal, sempre renderam bons frutos.
E, para ser sincera eu nunca corri tanto, para que fosse irrefreável.
E já me livrei do doutor R.
Então, sabemos que o que ficou foram às saudades do que poderia ter sido. E para isso não há cura, não é?

Quem...

Alma romântica (no sentido literário da palavra) simbolista por escolha, sarcástica por natureza, mal humorada crônica e autista por opção. Basicamente uma mala! Mas pelo menos sou sincera...ou tento.