Uma vez li uma historinha bonitinha, em uma revista mais bonitinha ainda, que falava da síndrome do vou fazer... era uma das historinhas da revista infantil que eu, no alto dos meus oito ou nove anos achei mais enfadonha, nos longos 3 anos de leitora assídua da tal revista. Já tinha amizade com banca naquela época, e me permitia, como leitora fiel formar uma opinião sobre as escolhas daquele conselho editorial embora não soubesse o que era um conselho editorial naquela época. Até pensei em escrever uma carta para a revista, mas por timidez, ou preguiça, sei lá, acabei por não fazê-lo.
Apesar de minha aparente aversão a ela, esta é uma historinha (estorinha? bah...) que me volta a memória sempre.
A síndrome dos planos. De procurar fazer... de gastar tanto tempo com um evento na imaginação que vivê-lo acaba sendo secundário. A idéia de que pensar é sempre mais seguro pq qdo se planeja sempre vai dar certo, mas se a gente colocar em prática pode dar errado.
A idéia de que a vida imaginada pode parecer um cenário dos teletubbies, enquanto a realidade é cinza. ( ou ao contrário, já que tem pessoas que acham o cenário dos teletubbies o inferno personificado)
Será que é desse tipo de identificação que vêm a impressão de que o passado era bonito e que na antiguidade era tudo mais fácil?
Ou é apenas o tempo clássico mitológico e sua idéia de idade de ouro X idade de ferro que está entranhado na gente, sem que exista uma percepção exata dele como um valor?
Isso é uma coisa que eu queria saber. E queria me livrar da síndrome do vou fazer tbém... Até por que, não sei se as duas coisas estão relacionadas, como este texto dá a entender.
HAI CAIAS E LEVANTAS!
1 dia atrás

