Memorial

Essa eu vi no blog da Atena... e resolvi criar um MEME...rs

HÁ 10 ANOS

1. Eu estava no magistério do regente

2. Eu tinha muitas colegas e tava em processo de conquista de uma grande amiga, que tenho até hoje.

3. Ia pra escola de buzão (latão é bom, latão é legal, quem anda de latão não pode se dar mal)

4. Queria ser várias coisas, cada dia uma diferente. (aeromoça e oceanógrafa estavam na frente.)

5. Tinha um trauma amoroso (ou quase)

HÁ 5 ANOS

1. Eu estava cursando história e adorava ir p/ UEPG

2. Tinha a Vanessa e a Sá como sempre p/ me suportar

3. Tinha muito, mas muito, medo do amor e suas variantes

4. Conheci o Caio, e com ele, meu primeiro namoro virtual.

5. Pensava em Mestrado... E tbém em me mudar para a Bahia

HÁ 2 ANOS

1. Tinha uma intensa paixão platônica, por um dos meus melhores amigos.

2. Estava começando o Mestrado na UFPR

3. Queria muito sair de casa.

4. Queria muito um emprego fixo

5. Tinha passado por uma grande crise. Rompimento com UNICAMP, com parte da família. E tinha acabado de conhecer o Caio.

HÁ 1 ANO

1. Dando aulas em colégio público

2. Perguntava todo dia se tinha escolhido a profissão certa, e se tinha, pq ela era tão ruim.

3. Viajava toda semana para CTBA

4. Estava sarando da paixão platônica

5. Estava me convencendo que o bom mesmo era ser ruim. E estudando paganismo nas horas vagas, o que derrubava essa certeza.

ONTEM

1. Passei o dia em casa na frente do PC. Participei de uma partida de War de uma comunidade do ORKUT

2. Fiz contatos que talvez me rendam um emprego na Bahia, ou no nordeste, e por conseqüência, morar sozinha, resgatar parte da minha história que eu afoguei.

3. Preocupei-me muito com o mestrado que ESTOU fazendo.

4. Olhei para minha casa e p/ a mãe e o Kiko, e descobri que eu tenho mesmo apego com casa e família, bem mais do que eu pensava.

5. Entrei em crise existencial profissional (outra, de novo) pq os alunos foram mal nas provas – que eu estou corrigindo.

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER

1. Internet.

2. Livros.

3. Música.

4. Meu irmão

5. Doces

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM $1.000

1. Todos os livros que me faltam da coleção Darkover

2. Uma placa de som melhor que a minha

3. Um tocador de MP3

4. Um quimono japonês de seda preta estampada

5. Um óculos escuro novo

CINCO MAUS HÁBITOS

1. Comer muito doce

2. Fugir dos problemas

3. Ter muito, mas muito medo de amar

4. Ficar esticando os prazos, deixando tudo para depois

5. Deprimir todo dia

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM

1. O frio.

2. O futuro

3. O Francisco, meu perseguidor.

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO

1. Calça de tactel que peguei do meu irmão lindo

2. Blusa velhinha, q eu adoro

3. Pantufa de pata de urso

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA

1. Terminar o Mestrado o quanto antes

2. Parar de me preocupar com tudo

3. Emagrecer uns 3 quilos, pelo menos.

TRÊS LUGARES ONDE GOSTARIA DE IR NAS FÉRIAS

Essa eu resolvi assim:

1. Todos os países que ficam acima da linha do equador

2. Todos os países que ficam abaixo da linha do equador :P

3. o triangulo das bermudas

Muitas Janainas, uma história só

Depois de muito tempo de exílio auto-imposto, auto escolhido, voluntário e não por isso menos sufocante, já que ele aparecia como única escolha muitas vezes, participo de um evento que me faz conhecer pessoas novas, de muitos lugares diferentes.
Que evento é esse? A O L I M P Í A D A M A N
Um evento que reúne pessoas através do?
computador, off course!

inútil

troquei o lay... não quero dormir, p/ minha vida ser um inferno maior, amanhã! mas pelo menos tem olimpiada nerd, e eu vou participar!
Pq troquei?
eu queria mesmo era fazer um, mas não tá dando, esse negócio de auto didata nunca foi minha praia... e aquele tava muito inverno.
E, inverno, na minha vida é o erro mais grave da matrix.

Esquecida...

Todo ano, em seu melhor dia de todos, eu celebro meu ídolo e meu amor fraterno, por aquele que foi inteiro, grande, perverso, misterioso, mágico... Aquele que toca meu coração com uma vírgula, um acento, um silêncio
Aquele, que hoje é uma estátua de bronze, um nome, uma placa, um baú e muitos versos.
O homem com fama de ébrio, o rabequista louco, que me inebria com sua visão de mundo, e com a beleza que tirava de papel e tinta.
Um dos únicos homens que me fizeram chorar de alegria.
Um homem que despertou ciúmes em outros, mas de longe, um imortal dentro de mim.
Loucura?
Reconhecimento?
Atrazo?
Sensibilidade exacerbada de minha parte?
Talvez. Só sei que ele morreu antes que eu o conhecesse, antes mesmo que eu nascesse. Sei também que essa admiração, essa paixão, essa curiosidade, essa busca, esse encontro que me acomete quando passeio por suas páginas provalvelmente lhe seria indiferente.
Não me importo realmente.
Minha admiração e seus versos me alimentam, de alegria, de inquietude, de felicidade inquieta, de perguntas, de suspiros. Emoções que ele mesmo delegou a todo e qualquer leitor: sentir? sinta quem lê.
Não sei explicar como uma parte de mim é quase gêmea do Gênio. Ou gostaria de ser.
Não tenho talento para tanto, não penso em tornar minha vida grande, não sei nem ser inteira, como deveria para ser grande.
Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo e só posso dizê-lo por que este grande gênio veio ao mundo e o disse antes de mim.
Eles e suas "pessoas" todas, complexas, apaixonantes, contraditórias.
Fernando, meu amor querido, meu escritor preferido. Seu aniversário passou e eu nem falei nada.
Mas tinha que dizê-lo, na única tradição que bloguística que tenho, de celebrar seu aniversário com um texto.
Atrasado, mas presente, como você se faz, sempre que quero sentir e pensar em poesia, em mim, em coisas que eu ainda não sei. É só abrir o livro.

(Escrito para Fernando Pessoa, poeta português que nasceu em 13/06 e que sua poesia tornou imortal)

não leia - o texto é cruel e insano

Lá vou eu me despejar, me derramar, me esquartejar e me envergonhar depois... Eu deveria estar elaborando prova, corrigindo prova, lendo um livro teórico, Rüsen again, talvez (eu leio Rüsen quase todo mês) ou mesmo eu deveria estar preenchendo um daqueles livros de chamada que algum FDP inventou.

Eu deveria parar de chorar, pq essa merda dessas lágrimas empapam o teclado e embaçam a visão.

Eu deveria tantas coisas... Mas estou aqui, ao fim e ao cabo, quanto mais não seja para traduzir em palavras a única coisa que a minha mente consegue produzir neste momento (isso quando não é interrompida por colocações, perguntas e afins da família, que nunca me leva a sério quando eu estou trabalhando mesmo, pq agora seria diferente?) E por que afinal eu estou tão amarga, já que este texto não importa lhufas, nem me aliviar talvez consiga?

Não sei, não sei, mas eu gosto de esparramar fel quando eu sinto dor. A dor nos convence que não devemos mesmo ser bonzinhos e liberta nossa crueldade inerente.O self . (uia! Mais um pouco e palavras difíceis vão me levar ao céu! Hahaha /piada interna)

É, eu estou com dor, mas não quebrei um braço, nem tenho uma doença incurável, nada disso... Não, minha dor não é nem digna de ser nomeada, pq não é assim, uma dooor... Eu apenas coloquei aparelho na arcada inferior (nem a pau eu diria “dentes de baixo”) e somado a uma afta, está me incomodando muito. E é quase uma dor de revival, pq eu tenho quase certeza que é semelhante à dor que eu senti quando os dentes nasceram eu babava feito louca, berrava e enlouquecia a todos, até me darem o mordedor (mordedor rullez! \0/ - saudade de um passado que não lembro e existe inventado em minha cabeça)

Ah, você vai me dizer agora que não é possível lembrar disso, e talvez não seja.

Mas a dor acarreta em mim uma coisa... Eu PARO de suportar tudo a minha volta. Qquer coisa, qquer coisinha que seja, adquire proporções enormes quando fisicamente eu sinto dor.

Eu não ligaria, normalmente, que uma certa pessoa a quem eu dei o meu telefone errado num momento de crueldade deliberada e egoísta, me ligasse... Eu ouviria até, secamente, mas suportaria, pq sei que eu nasci para tolerar algumas coisas. Mas hoje? Hoje, eu bateria o telefone e tiraria da tomada. Hj eu libero os palavrões, CARALHO! Todos que eu nunca falo por acreditar que o verbo cria e todas essas coisas... Hj a amargura da criança afogada que eu fui volta toda, e não olho nada com tolerância.

E isso ajuda?

Não isso piora a dor.

Faz-me remoer que o meu orientador esqueceu de marcar a minha qualificação.

Faz-me pensar que não tenho salvação e vou fracassar.

Faz-me pensar que não li tudo que deveria e ao mesmo tempo uma voz cruel vem e diz: DANEM-SE, tem gente muito mais burra que eu que consegue tal título.

E me faz chorar de culpa, pq apesar dos meus esforços para ser boazinha, a heroína dos contos de fada, eu não passo mesmo é da madrasta má. Que odeia crianças e destila veneno por todos os poros.

melancolia

- Hj eu queria que ALGUÉM falasse sério comigo...
- Como assim, ninguém fala com você?
- Falam, mas são os ALGUENS errados... ou o assunto errado
- Você devia usar umas plaquinhas coloridas, quem sabe seja mais fácil de entender
- ...
- Quem cala consente...
- Com o que, com as plaquinhas?
- palhaça!

eu estou apaixonada por uma música agora.... Isso é o cúmulo da carência!
Menina, tu és uma piada! hahahaha
Mas o culpado tá aí:
TELEGRAMA

Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa

sobre o filme CRUZADA.

Não é bem uma resenha, mas estou a tentar cumprir com os meus propósitos... então, tá aí:

O QUE EU ACHEI DO FILME:

Bem, faz tempo que ele passou, mas eu só gosto de escrever sobre filmes quando a moda já arrefece...

A tradução literal é: o cavaleiro do Céu, e talvez por isso, muita gente do oriente (saca a generalização... mas eu não tava afim de linkar notícias nessa altura) tenha reclamado a construção tendenciosa

Então... E daí, o filme é bom?

Ah, o filme é bom... Como considero assistir filmes históricos parte do meu trabalho e ocupação como pseudo-historiadora, o que primeiro conta é a produção. E essa é linda, muito bem feita (salvas as devidas proporções... ) ou seja: nenhum erro crasso que comprometa o entendimento temporal da história (hã?)

Nesse quesito o problema é que o filme pressupõe um certo conhecimento prévio das cruzadas e afins... O que fez com que parte da platéia saísse meio perdida da sessão que eu assisti.... (eu tinha que falar isso! Hahahahaha.... é como chamar de ignorante de forma educada. :P)

Mas, mesmo sendo bom, com batalhas empolgantes e coisa e talz, o filme me incomoda... Uma certa ideologia recorrente (eu até diria pós-moderna, mas tal coisa virou um balaio de gatos e eu não vou me perder aqui com isso) nas morais cinematográficas que aqui atingiu um ponto máximo: é o tal do herói solitário, que retorna com umas bandeiras, digamos, incomodativas...

O tal herói é o bailian, que logo no inicio aparece tendo como mote a frase: Que tipo de homem vc é se não tenta mudar o lugar em que vive.

Ele é um ferreiro... Pobre... Se sente abandonado pelos religiosos, sua esposa acabou de suicidar, encontra um duque que diz que é seu pai, que violentou sua mãe e que agora – pasmem- sem filhos, veio perguntar-lhe: e aí, vamos lutar no oriente???

De inicio o que move ele a cruzada é a procura pelo perdão do pecado da esposa, e dele mesmo que acaba matando um padre (e pelo contexto da cena dá para inferir que na verdade a religião não ocupa, digamos, uma posição tão central em sua vida como se costumou associar aos medievos)

Pois é, mas o pai acaba representando um importante papel na transfiguração do nosso herói. Ele diz que não importa de onde vc veio, mas o que faz do seu caminho... E lhe dá a idéia de que em Jerusalém um homem pode ser o que realmente é, sem as amarras da sociedade, que nosso ferreiro bem conhece... E lá vai o herói querendo encontrar Deus, conseguir perdão de pecados e ser quem realmente é na terra santa.

E ele é! Um herói! Um cavaleiro com honra... Um pobre que virou rico, e não é metido... Uma pessoa que trabalha na terra que cuida dela, que transforma o que é seu – e por que uma pessoa tão boazinha incomoda?

Por que ao não perder as origens e ao colocar o ideal que escolheu como uma lei, imutável, inquestionável, ele perde a visão de conjunto. O ideal é importante, seus efeitos diretos não.

Por que ao se posicionar com o amor, pede como se não fosse nada, um abandono em seu nome... Ou isso ou nada.

Por que no final escolhe o anonimato e reafirma a idéia de meu amor e uma cabana

Por que é conformista: e essa eu não vou poder explicar. Só vendo para entender

Por que parece que o novo herói é solitário no mais puro sentido dessa palavra. Independente do mundo que está inserido, das pessoas ao seu redor e tudo... Mas como se ele “salva” Jerusalém?

Em tal luta, ele salva a cidade em que está e as pessoas que jurou proteger no começo do filme. A cidade é a jura, existe para reafirmar sua convicção firme.

É um filme deveras bonito, apesar disso, mas não do tipo marcante, sabe? Daqueles que você fica lembrando...

E sobre a moral de acomodação individualista que eu enxerguei é como diz minha prima: tranqüilize-se... Ninguém mesmo vai notar isso!

Maybe.

PS: Mas as lutas no deserto e o deserto e a areia... São LINDAS,LINDAS,LINDAS... A minha identificação com o deserto agradeceu e muito.

PS: Apesar das críticas, no filme, eu achei que os muçulmanos são personagens muito mais “legais” que os católicos... E até os bonzinhos católicos agem como se fosse isso mesmo.

Quem...

Alma romântica (no sentido literário da palavra) simbolista por escolha, sarcástica por natureza, mal humorada crônica e autista por opção. Basicamente uma mala! Mas pelo menos sou sincera...ou tento.