Passos ecoaram no salão do rei. Passos duros, e resolutos. Mas do mesmo modo, passos lentos.
Um grande corredor esperava. Uma névoa azulada abria espaço entre os vitrais da parede e a rocha, escura e fria do chão. Era um ambiente quase de sonho. Luzes coloridas, tênues, balançavam por entre as frestas, junto com a névoa. O chão dava um toque de realidade. Leve e duro, mesmo como uma linha.
E os passos, mantinham-se ecoando, mesmo depois, quando os pés que geraram o som pararam. Os pés – da mesma maneira que o corredor – se detiveram, a esperar.
Na outra ponta, um grande trono. Era mais claro, ali. Um rei, nem jovem, nem velho chegou. Trazia no rosto, a marca da contrariedade. Testa alta, franzida. Mesmo preocupado e distante, a sua volta, a autoridade se estabelecia. Era parte de si mesmo, tão presente quanto o simples ato de respirar. O homem era rei. O ser era rei.
Sentou-se no alto trono sem adornos. Manteve o manto, púrpura, ao seu redor. Junto de si, vinha a rainha, quieta, tão calma, a própria imagem da segurança de si, da certeza.
- Devo mandar que as luzes sejam acesas? Perguntou àquele que sentaria a seu lado.
- Não. Eu não desejo a audiência, e luzes dariam mais realidade e esforço ao que eu preciso que seja rápido.
A dama sorriu, como fazem aqueles que entendem algo que não pode ser explicado.
Foi ela, com sua voz firme e suave, que autorizou a entrada do guerreiro.
E os passos, e eco, recomeçaram sobre a névoa e a estranha luz.
Para aquele que avançava, era como se tudo e todos pudessem ouvir seu coração batendo, tão forte, que chegava a doer na armadura e embaralhar o eco.
Para os que esperavam, sozinhos e no meio das luzes, uma estranha visão se delineava: O pequeno guerreiro, de negra armadura, ia se tornando maior e mais sólido, a medida que chegava perto, embalado pelo eco de seus próprios passos, que cantavam solidão, melancolia e resolução. Tudo junto, em igual medida.
Ele parou, em frente ao trono.
As respirações dos três formavam nuvens de vapor, mas não estava tão frio.
Ajoelhou-se, devagar, mas em nenhum momento com dúvida. Parecia mais alguém que saboreava uma decisão e a dor, que vinha com ela.
Foi então que o guerreiro, em silêncio, pois ninguém tinha falado, começou a despir-se de sua grossa armadura. Peça por peça. Com muito cuidado, carinho até. Deixando, vagarosamente, uma a uma, ao seu lado, sem ruído.
Ao rei, que observava, coube aprofundar suas rugas de desagrado. Não pela quebra de protocolo, que era evidente, mas muito mais porque ele não aprovava o resultado.
Só o elmo, permaneceu, escondendo o rosto da intrigante figura, que se manteve ajoelhada, flexionando uma das pernas enquanto desembainhava a espada. Era como ser sagrado novamente, pensou, não sem que o pensamento doesse.
Ao colocar a cabeça para frente e tirar o elmo, longos cabelos caíram cobrindo o rosto.
Uma mulher, que sentiu, mais do que ouviu, a expressão de surpresa. Uma guerreira.
- Deve me devolver a espada, se não vai mais lutar. Foi tudo que ela ouviu.
- Não. Foi o que respondeu. Simples, mesmo sabendo que lhe custaria. Ergueu os olhos deixando que os cabelos, longos e negros chegassem a cintura e encarou o rei. O seu rei. Havia muita tristeza em seus olhos, muito claros. Uma tristeza infinita.
- Vem até mim, e despe-se. Despede-se. E responde, como um guerreiro. Quase um desertor. O que me impede de castigá-la?
- Senhor. Meu senhor... A espada, ela é minha. Tão parte de mim, como meu próprio braço. Não posso devolvê-la. E se respondo como a um guerreiro, é porque nunca, em nenhum dia sequer tenha deixado de lutar, em toda a vida. Deixar de ser guerreira seria deixar de viver. Jurei que o faria em campo de batalha. Não pretendo recuar ao juramento, especialmente por acreditar que aquele que trai um primeiro juramento, nunca é digno de realizar um segundo.
- Com que então, vem, alegremente, devolver a armadura e pedir que a dispense? Não deseja lutar, mas carrega a espada. E falas em morrer
- Meu rei... Vim devolver a armadura. Vim, não sem dor, nem arrependimento, contar que no novo caminho e nas lutas que o seguem, não posso, nem desejo leva-la. Posso pedir que respeite meu outro compromisso e minha outra escolha, mas não posso deixar de ser aquilo que sou. Eu sou a luta. E luta sou eu.
Ela usou as mãos, pequenas e calejadas para afagar o cabo da grande espada.
Foi a rainha que quebrou o silêncio.
- Se não desejas lutar, não pode deixar a porta entreaberta. Toda luta necessita de armaduras, como suas cicatrizes bem o mostram. Ao abandonar a armadura, abandonas o campo de batalha. Sabes disso, não? Verdadeiramente não entendo. Difícil foi esconder quem eras e mais difícil ainda abrir seu caminho, quando finalmente pôde. Agora, deita ao chão o que construiu, com olhos doídos. Por quê?
- Aprendi que toda decisão dói e todo passo consiste em viver e aceitar isso. Também sei que existem campos de batalha em maior número que os fios de meu cabelo. A armadura do guerreiro protegeu e amparou. Sou-lhe grata. Mas agora, os golpes devem vir sem subterfúgios nem marcas... Deito ao chão, minha dama. Fecho uma porta. Mas a espada é parte do que não posso abandonar. Daquilo que pertence antes a mim, profundamente, do que ao campo e a luta.
- Meu rei... Peço permissão para partir. E permissão para voltar, se precisar de mim.
- Sabes, que quando sair de novo pelo corredor, não serás guerreiro? E não terás retorno?
- Eu sei.
- Vai-te. As portas permanecerão onde sempre estiveram. A espera de quem ousar abri-las. Teu coração já foi. Acompanha-o.
-E a espada?
- Leva. Luta a sua luta e a honre, sempre. Se um dia abandoná-la, jamais poderá voltar. E assim disse o rei.
E a partir daquele momento assim seria.
Mas por muito tempo, ele se preocupou com a espada e com o guerreiro que a empunhava.
Teve uma época que eu achava que banalidade era uma coisa que vinha das bananas. Algo a ver com o som, sabe? E eu nem entendia que realmente poderia haver bananas infinitas no mundo, nem mesmo entendia o que era “preço de banana” pq, normalmente, se eu tivesse dinheiro para comprar bananas, gastaria
Ou não.
Parece que ananás e abacaxi são espécies diferentes para uma mesma coisa. Como a banana da terra e a banana maçã. Eu não gostava das primeiras, porque, sei lá, não gostava. Achava que era porque as bananas da terra vinham do mesmo lugar que as beterrabas. E existe alguém que pode realmente gostar de beterrabas?
Tem.
Minha mãe gosta.
Mas eu sempre achei horrível.
E se a banana da terra vinha do mesmo lugar que a beterraba, a banana maçã vinha do mesmo lugar que as maçãs. Pequena, doce, ácida. Sempre que eu penso nas bananas-maçã, lembro mesmo é do meu avô. Os olhos claros e serenos como um lago. (E não é só metáfora. É a única coisa que dá para descrever o meu avô) Ele se abaixava, para encarar a gente nos olhos. E sempre trazia bananas maçã do sítio, ele sabia que eu gostava delas. Para mim. A banana pequenininha para a menina pequenininha, ele dizia com voz rouca.
No fim, bananas não têm a ver com banalidades. Banalidades são o que nos fazem acreditar, todos os dias, que é a vida.
Também são banalidades os conselhos, os valores e os ruídos sociais. Assim mesmo, na mesma linha, como uma mesma coisa, com o mesmo valor.
Bananas são frutas, e talvez lembranças.
Banalidade é todo o resto que nos guia.
Marcadores: comentário, opinião, remanescências
Tão altivo e inteiro. Inteiro. É como o vejo.
Queria aprender a ser como tu, amigo. Que estás exatamente onde almeja.
Sempre.
E deixas de almejar o que não alcanças, pois sabes, que o mundo é grande demais para que se limite a um simples desejo.
Aqui estou, brincando de esconder frente aos problemas dos outros, pois os meus são banais demais até para serem problemas.
A vida é mais certa para os outros, sabe? Especialmente se eles não existem verdadeiramente.
Aqui ficamos a pensar que não somos bons o suficiente. Ou que não temos o suficiente. Ou que não fizemos o suficiente,
E, do mesmo modo, estamos a deixar essa marca a todo o momento, nas outras pessoas, Fazendo-as acreditar que não são boas o suficiente, que não fizeram o suficiente. Que não merecem.
E as mulheres procuram companhia. E os homens – ah, vá lá, não sei bem o que os homens procuram.
E todos constroem uma independência,
Mas – ela é um bocado capitalista. Mesmo quando não parece, o almejar se resume a ter. Ter casas, carros, computadores... O meu mac, oras, :D
Ter um corpo perfeito
Ter um cabelo bonito.
Ter alguém com quem sair a noite.
Ter.
Mesmo quando é o caso de procurar sossego, normalmente se busca ter uma casa que nos dê isso. Um carro, uma praia, um par de olhos verdes a nos admirar ( ou negros, ou cinzentos, que seja)
Mesmo ter confiança e coragem para ir até aonde os nossos sonhos apontam, Quaisquer, que sejam ( quem sou eu para falar em sonhos?
Tu não.
Tão completo.
Confiante.
Nasceu inteiro, como disse o Neruda.
Amigo gato, amado.
Um dia, quero ser como tu.
Marcadores: divagação
Astaroth
Mago de Oz
De la noche de los tiempos
De tu oscuridad
He regresado a buscar
Un don para la humanidad
Y no pronuncias mi nombre,
Aunque bien sabes quién soy
De tu soberbia y tu odio
El reflejo alimentado soy
Soy el eco de tu ira
El espejo en que
Tu avaricia se refleja
Y me da poder
Fluyo a través de las vidas
Que no consiguen saber
Donde encontrar la salida,
Que abre la puerta del mal y el bien
Ven hacia mí
Y déjame morar en ti
Soy el deseo
Lo oscuro que hay en ti
Compro tus sueños
Por tu alma, tu Dios
¿Cuánto da?
Soy el que soy
El portador de luz
Cubra tu manto
Mi luz y mi amor
Suave es el óbito
Y dulce este dolor
Tómame y el viento hará una canción,
con el fuego eterno que
sellará nuestra unión.
"Toma mi sangre
Mézclala, bébela
Quémala, arde en la llama
Pues sólo así podrás adorarme
Haz lo que digo porque esta es la ley
No me creas, experimenta
Hazlo pues no hay, no hay otro medio"
Ven hacia mí
Y déjame morar en ti
Soy el deseo
Lo oscuro que hay en ti
Compro tus sueños
Por tu alma, tu Dios
¿Cuánto da?
Soy el que soy
El portador de luz
Ven hacia mí
Y déjame morar en ti
Soy el deseo
Lo oscuro que hay en ti
Compro tus sueños
Por tu alma, tu Dios
¿Cuánto da?
Soy el que soy
El portador de luz
Marcadores: música
Madrugada, meia luz. A voz sussurra, ao meu ouvido. Palavras em outra língua, mas não desconhecida o suficiente, para que eu não entenda, ao menos um pouco.
Preocupada que estou em morrer um pouquinho, até estranho que ninguém perceba.
É claro, o guardião dos olhos cor de âmbar não tirou o seu par da minha vista por tempo suficiente, hoje, enroscando-se a dormir, mesmo ao lado de onde eu trabalhava, ou para ser sincera, fingia o fazer. Pois há dias que eu nada faço, e mesmo as pequenas coisas parecem um fardo pesado demais para mim, por esses dias. Mergulhada, completamente, que estou em qualquer coisa que me faça esquecer, como se as escolhas quaisquer que sejam, sejam importantes demais para serem feitas.
Seria bom para manter uma imagem de pessoa atormentada que eu simplesmente começasse a fumar, gritar versos do Baudelaire em voz alta, desistindo de pentear os cabelos? Ah, seria bonito de se ver, uma louquinha abandonada, mas não sozinha o suficiente para amar uma solidão doentia. Talvez eu devesse juntar um copo grosso de whisky ou vodka pura, na garrafa. Definitivamente, imaginar cenas de drama não se torna difícil, e é até agradável em momentos como esse.
De onde vem esse desassossego?
Não poderia dizer.
Não há coragem suficiente.
Apenas a voz que sussurra ao meu ouvido, músicas outrora minhas, enquanto eu falo inglês com os guardiões. Não que eles entendam, mas não faria diferença, a todo caso, não nos últimos dias.
Estou a morrer
Mas de uma maneira banal, e não dramática.
Pois na verdade, estou a desistir.
Marcadores: divagação
Marcadores: não sei
Marcadores: Lorelay
Que Chico, oras? Aquele, o filho do Sérgio!
---
O Chico é quase uma unanimidade. Perfeito. O Johnny Deep tupiniquim. O homem que toda mulher queria para si. O que traduziu a alma feminina como ninguém... etc, etc. Clichê ou não, lembro que uma vez, eu devia ter uns 12 anos, ouvi minha mãe falar do Chico: “Virou cantor, porque compositor ganha pouco no Brasil, mas a voz não é tão boa quanto as letras, ele é um dos melhores letristas do país, veja só”. Acho q ela queria ensinar para a gente que nem sempre se valorizam as idéias. Mas elas devem ser vistas. Não lembro, mas era um tipo de papo comum lá em casa.
De qualquer jeito, eu amava o Caetano, desde sempre. (ta, mentira, eu passei pelo amor do Milton e do Ney primeiro) Mas era o Caetano que era baiano, que tinha a voz mais bonita, que gravou Vampiro, e Elegia, e... Enfim...
Por muito tempo, o Chico era um conhecido respeitado para mim, nada além disso. Ah, ele canta, tem músicas lindíssimas... Definitivamente, admirável, mas não apaixonante.
---
Quando a gente resolveu que aquele menino ia se chamar Francisco, minha mãe preocupou-se: filho meu não pode ser chamado de Chico, é um apelido feio. Kiko, resolvemos, e ele ganhou um nome e um apelido, quase no mesmo dia.
Amado Kiko. Todo mundo sabe que o maior presente que eu recebi foi o meu irmão. O adoro, assim, por que ele existe, por que ele é. Ponto. E acho Francisco um nome verdadeiramente lindo, daria a um filho, se não tivesse um irmão com esse nome. Afinal, trata-se de um revolucionário. (outro Chico, o de Assis.)
É engraçado isso... nomear um filho, como uma grande homenagem, no fim, todos buscamos um tantinho de eternidade. Filhos de Cronos, a procurar uma antropofagia reversa? =D (só eu gosto dessa analogia)
----
E eu lembro quando o outro Chico foi realmente meu. Assim, uma estorinha estranha, onde eu tinha q escolher um cd, Chico duplo ou Gal, e apesar de ter passado dos 3 aos 12 chamando a Gal de rainha e sacudindo os cabelos para ser como ela (ou a Clara Nunes, porque eu era, como todas as crianças, uma infanta cheia de sonhos) eu disse: Chico. Chico ao vivo – 1999.
Ouvi os dois, no mesmo dia. E disse: O meu é mais bonito. Meu pai concordou, e eu lembro porque virou mais um capítulo de uma doída disputa. Na verdade, ouvi muito mais o Cd 2. Estranhamente, era o acalanto. Uma cantiguinha da alma. Sabe? Quem foi criança q ouvia os pais cantarem antes de dormir, entende. As musiquetas consolam um tremor pequeno, que a gente não sabe por que tem. Ouvir o Chico era como um afago em uma parte do tremor, que nunca cessou.
Como explicar o que a gente sente? O fato é que bancarrota blues, ou as vitrines, futuros amantes, Iracema voou – eu cantava tanto essa... São do tipo de música que passa direto... Eu não conseguia pensar direito sobre elas. Apenas acumular sensações, como o mestre Caeiro se orgulharia.
É tua respiração...”
“Olhando meu navio/ O impaciente capataz/ Grita da ribanceira/ Que navega pra trás No convés, eu vou sombrio / Cabeleira de rapaz/ Pela água do rio/Que é sem fim
E é nunca mais...”
As angústias cantadas do Chico saram, um pouco, aquela dor que eu não sei de onde vem. Sensação que rebate sensação.
E quem entende, normalmente, eu chamo de irmão.
Presentes, da mesma forma daquele que não podia ser Chico.
De maneira nenhuma.
Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
Perguntar se é tarde
Pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde
Pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde
Pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
Hey, estou de volta. Nem precisa dizer que estava na Holanda, né? Ok, precisa... Um dos top five lugares para sumir quando na Europa.
E, droga, a shenna continua editando o que eu escrevo e postando do Brasil, para que poucos descubram que na verdade eu misturo tudo, ao escrever.
Tem troco, darling, wait for ME.
Quando eu juntei tudo, para viver como uma hyppie pós moderna, muita gente vaticinou fins horríveis para a minha pessoa.
Mas não dá para ter fins horríveis quando estamos nos divertindo... A primeira palavra q aprendi em outra língua... FUN
Precisava da Holanda para lembrar de mim mesma e das promessas que eu fiz quando vim para cá.
Estava parada a muito tempo em um lugar, juntando, imagine só - dinheiro!
Tá.
Vais dizer que isso é coisa de desocupado.
E eu que dinheiro é só papel
Vais dizer qualquer coisa agora.
E eu, como a Shenna: a-hã, tem razão.
You are ok.
Ah, dane-se, eu estou brigando com o moço loiro, ainda...
Já contei do moço loiro?
Ex-amor.
Era tão, tão... ... ....
Enfim.
Quase me convenceu a seguir outro caminho.
Pé na estrada, de novo, e-mails, de novo, Gmail, dessa vez, só pelas janelinhas que sobem, para eu poder convencer a Shenna de algumas coisas. Tá não quero convencer, só sentir que ela fica escolhendo as palavras já está bom.
E, por isso, lancei um desafio para os próximos dias.
Período temático.
Pq eu desisti de calendário, também.
Marcadores: Lorelay
"Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.
Lua e Marie estão de mãos dadas.
Parecem muito felizes, curtindo este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.
Lua beija Marie.
É só um beijinho de leve nos lábios.
E ela retribui o beijinho.
Às vezes as pessoas são bonitas.
Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem.
Só pelo que são".
Zusak, Markus. em O mensageiro
Marcadores: divagação
Marcadores: diarinho
Marcadores: divagação, sensações.